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Barrick atrasa arranque da mina de Pascua-Lama

Notícia: Reuters
4 de Junho de 2013 
TORONTO – A empresa canadiana Barrick Gold comunicou que vai atrasar o arranque da sua mina de ouro de Pascua-Lama, entre o Chile e a Argentina, para lá do final de 2014 e que, com isso, o projecto vai provavelmente exceder o orçamento actual em 8,5 mil milhões de dólares.
Numa apresentação aos reguladores bolsistas canadianos, na noite de segunda-feira, a Barrick atribuiu esse atraso aos trabalhos de gestão de água requeridos pelo novo regulador ambiental do Chile.
Uma decisão de um tribunal chileno, em Abril, suspendeu parcialmente a construção do projecto, que fica na fronteira entre o Chile e a Argentina, apoiando reivindicações das comunidades indígenas de que a Barrick está a danificar glaciares primitivos e a prejudicar fontes de abastecimento de água.
Na sequência dessa decisão, o regulador ambiental do Chile obrigou à suspensão dos trabalhos no projecto de ouro e prata, em maio, citando violações graves.
“Embora a empresa esteja a avaliar a possibilidade de reduções em certos gastos, o atraso para lá de 2014 deverá resultar num concomitante aumento de custos de capital”, declarou a Barrick no encontro.
Apesar de todo o trabalho não-ambiental ter sido interrompido no Chile, a construção continua do lado argentino do projecto.
O atraso é apenas o mais recente obstáculo ao projecto, que a Barrick soma há mais de década. No ano passado, adiaram o início da produção por um ano e a estimativa de custos de capital aumentou cerca de 70%.
Pascua-Lama, onde a Barrick espera extrair 800.000 a 850.000 onças do ouro por ano durante os primeiros cinco anos, é importante para o maior produtor mundial de ouro, para substituir minas esgotadas. Mas a primeira mina binacional do mundo está localizada a altitudes muito elevadas, nas montanhas dos Andes, onde o clima é duro e imprevisível.
As acções da Barrick negociadas nos Estados Unidos caíram 2,4% para 20,89 dólares, antes da abertura dos mercados. O valor da empresa no Canadá caiu mais de 30%, este ano.
Os custos decorrentes de atrasos na mina levaram à especulação de que a Barrick poderia encerrar o projecto como forma de recuperar as despesas de capital, uma tendência que atravessou o sector no último ano. A empresa diz que “vai continuar a ponderar todas as alternativas, tendo em vista as incertezas associadas às acções legais e reguladoras, e ao ambiente actual dos preços das matérias-primas.”

Original em: http://www.miningweekly.com/article/barrick-delays-pascua-lama-mine-start-again-2013-06-04

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