Nem tudo o que luz é ouro

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24 comentários

  1. Bento diz:

    magnifico trabalho .
    todo o apio e solidariedade
    Bento

  2. Filipa Mollet diz:

    O progresso é inevitavel e benvindo desde que aprenda com as experiencias do passado e saiba assumir responsabilidades. Parabéns pelo trabalho exemplar e o esforço tão unido!

    Filipa Mollet
    Herdade do Passareiro Lda.

    • acp diz:

      Obrigada, Filipa, é importante sabê-la atenta a este problema.
      Tem hoje um post que lhe deve interessar particularmente: consequências sobre a flora do projecto de cortas e utilização de águas subterrâneas.

  3. joserds3 diz:

    Se nem tudo o que luz é oiro, nem tudo o que se costuma chamar “progresso” o é. Para muitos, cada vez mais numerosos, nem todas as inovações tecnológicas são “progresso”, nem todo o crescimento é progresso, nem tudo o que é novo é “progresso”. Só o que realmente melhora a vida das pessoas com uma visão de longo prazo e de sustentabilidade, de respeito pelos equilíbrios (nomeadamente ecológicos) que tornam a vida humana possível é progresso (mesmo). Julgo que concordamos?

  4. Custódio Mendes diz:

    Parabéns pelo blog…

  5. Apesar do timbre chico-espertista da governação que vamos tendo – que, de forma sistemática, nos conduz a estas encruzilhadas, ingloriamente e a soldo de interesses inconfessados – acredito ser este o tipo de intervenção que, nesta fase, maior eficácia pode trazer ao sucesso da luta contra o abuso e a violação, mesmo quando estas são perpetradas sob a chancela do Estado, central e autárquico, numa tentativa patética de dar-lhes uma aparência de licitude.
    Não posso, assim, deixar de manifestar-lhe a minha gratidão solidária pelo esforço exemplar de cidadania activa que este trabalho representa, disponibilizando-me para contribuir como for capaz.
    Do nosso lado está a razão, a vontade de resistir e alguma capacidade para demonstrar a evidência desta barbaridade.

  6. Caro José Eliseu Pinto,
    Agradeço (agradecemos, creio que posso dizer), as suas palavras de apoio. Estou convencido de duas coisas: uma, estamos perante uma questão nova, colocada de maneira nova, apesar de haver uma longa história de desastres mineiros. E é nova porque é inútil (o ouro é para exportação especulativa, não é necessário para a economia real), e porque acontece num Portugal que tem muito mais forças, novas também elas, capazes de assumir o interesse dos cidadãos, do que há, digamos 30 ou mesmo 20 anos. A segunda coisa de que estou convencido, é que os que agora se escondem na sombra e no silêncio, esperando que “a trovoada passe” e tudo volte à calma senão à “normalidade”, estão enganados. A dimensão do projecto, a sua localização numa zona de valor EXCEPCIONAL, as suas características, são tais, que amanhã todos podemos pedir contas aos que não quiseram saber, aos que se calaram e aos que quiseram retirar algum benefício (político ou outro) deste verdadeiro crime. Eu digo crime, e é principalmente um crime contra as populações, a vida e a saúde dos habitantes, através da destruição do seu quadro de vida. Que é também o NOSSO.
    Cumprimentos. JRdS

  7. Helena Rodrigues diz:

    É urgente travar esses crimes ambientais. Que podemos fazer?

  8. acp diz:

    Cara Helena Rodrigues,
    Eis a pergunta de um milhão de euros 🙂 Cada um de nós deve fazer o que puder nos meios em que se move. Basicamente, neste momento, importa divulgar o que aqui se prepara. Importa desmascarar os argumentos falaciosos que associam ouro a riqueza para o país, ou exploração mineira a desenvolvimento regional. A nossa intenção, neste blogue, é deixar a nu cada vez mais elementos que provem que se trata de duas grandes mentiras, que vão sair caríssimo ao país e aos futuros cidadãos. Como todos os atentados ambientais, não são apenas os danos para a reduzida população da Boa Fé e arredores que estão em causa – é a própria qualidade de vida a uma escala muito mais vasta. E é o tipo de decisão governamental que compromete gerações futuras em despesas para as quais não lhes são legados meios de pagamento.
    Pessoalmente, defendo que intervenções deste quilate deviam ser objecto de aprovação no Parlamento, com base num estudo de viabilidade económica que contemple os custos ambientais, sociais e patrimoniais, para além da única fracção apontada pelo Governo: 4% (quatro) do ouro recolhido. Apresentem-se as contas das perdas e lucros e veja-se quanto ganha realmente a comunidade com o rebentamento de uma zona de riquezas múltiplas. É a própria empresa que aconselha o Estado a guardar o dinheiro que recolher desta concessão para efectuar manutenções depois do encerramento da exploração: que belo negócio para o país!
    Quis o destino que os mercados bolsistas cedo deixassem bem claro aos olhos dos mais crédulos a qualidade dos investimentos de uma exploração mineira. De uma semana para a outra, todos os contratados foram postos na rua, sem aviso prévio, nem indemnizações, nem direito sequer a ingresso no Fundo de Desemprego. Alguns por uma questão de dias, tal o cuidado com os “postos de trabalho”! Os fornecimentos que tanto dinamizaram a economia, foram igualmente cancelados de repente. Do mesmo modo, 5 a 7 anos de exploração intensiva não deixará nenhuma actividade sustentável na região. É o período de uma legislatura, de uma direcção das Câmaras Municipais – e quem ficar que arque com a destruição, a contaminação e os riscos para sempre.
    Uma coisa é certa: parados não avançamos. Este blogue pretende centralizar propostas, conhecimentos e opiniões. Quando possível, tomaremos ou alinharemos em iniciativas e divulgá-las-emos. É bom podermos contar consigo!
    acp

  9. Boa tarde.
    Parabéns por uma organização tão cuidada.
    Muitos desastres semelhantes se evitariam se houvesse mais cidadãos tão bem organizados.
    Existe alguma petição que se possa assinar? Divulgo como posso mas quero dar o meu contributo se houver uma petição a circular.
    Muito obrigada!
    Ana Caracol

  10. acp diz:

    Cara Ana Caracol,
    A petição é um instrumento específico que tem os seus momentos. Neste, em que poucos conhecem o projecto, não nos pareceu ainda oportuno.
    Percebo que lhe pareça que estamos a andar devagar, mas a verdade é que partimos de muito pouco e queremos dar passos seguros, numa contestação que esbarra com grandes interesses económicos, apoiados em duas miragens de grande peso: Emprego e Desenvolvimento Regional.
    A primeira já revelou o seu esplendor com a queda sustentada das cotações do ouro. O nosso pequeno grupo foi mal recebido ao denunciar como ilusórias promessas de um emprego tão necessário que justificava qualquer catástrofe ambiental. Ninguém mais questionou o patético número de 1000 postos de trabalho que foram divulgados sem pudor a populações carenciadas. Ninguém se interrogou sobre quanto pagavam, nem por quanto tempo. E estamos a falar de cidadãos das aldeias afectadas, mas também – sobretudo! – de políticos e autarcas de Évora e Montemor-o-Novo. Até que o ouro volte a subir, aqueles a quem esta miragem estraga realmente a vida estão todos no desemprego. Os que de lá vinham, ainda têm subsídio, os que largaram outros trabalhos, nem isso.
    Enquanto aguardamos as respostas da APA às questões sobre o EIA, continuamos a aprofundar o conhecimento e a denunciar os perigos ambientais inerentes a esta exploração. E não desistimos de destruir a segunda miragem: a exploração mineira da Boa Fé não é solução, mas um problema maior, para o desenvolvimento económico regional!
    Não esmoreça: infelizmente, o mais provável é que ainda venhamos a ter muitas oportunidades de encetar outras vias de luta. Continue a seguir os nossos posts, divulgue o que neles considere mais importante para os seus contactos e não deixe de partilhar quaisquer informações que nos ajudem a avançar mais depressa!
    acp

    • Muito obrigada pela sua resposta.
      Acho importantíssimo a vontade de dar passos seguros num assunto como este que mexe com tantos interesses, é assim que se chega ao destino.
      Como portuguesa e como alentejana vos agradeço.
      No que puder ajudar, estou por aqui.
      Cumprimentos
      ana caracol

  11. Parabens pela excelente disponibilização dos dados, mas sobretudo pelo questionar do que nos é vendido como o inquestionável progresso.

  12. José Rodrigues dos Santos diz:

    Vejam este magnífico vídeo da Galiza:

    UM abraço,
    JRdS

  13. José Rodrigues dos Santos diz:

    Obrigado, Galvão. A resistência organiza-se contra esses projectos que têm todos em comum a falta de respeito pelas pessoas, habitantes, ou outras, incluindo os trabalhadores a quem “dão” empregos (precários, sem direitos, mal pagos)… Um abraço! JRdS

  14. revistaalambique diz:

    Acerca do empoeiramento na Vila Mineira de Aljustrel. numa carta publicada na ultima edição do DIÁRIO DO ALENTEJO

    http://revistaalambique.wordpress.com/2013/09/22/minas-qual-o-preco-a-pagar-i/

    http://da.ambaal.pt/noticias/?id=3897

  15. revistaalambique diz:

    [Grécia] Tessalônica: 35.000 pessoas assistem concerto em solidariedade com a luta antimineração em Calcídica

    No sábado, 5 outubro de 2013, mais de 35.000 pessoas assistiram um concerto em solidariedade com a luta antimineração dos habitantes de Calcídica e com os quatro ativistas sociais que permanecem na prisão, e contra a tentativa de repressão e criminalização da luta pelo Estado grego e o Capital local e transnacional. O concerto realizado em Tessalônica foi um dos acontecimentos antimineração mais massivos que já ocorreram no território do Estado grego.

    Antes do início do concerto tomaram a palavra membros dos comitês de luta antimineração de Calcídica e Tessalônica, narrando uma crônica da luta contra a instalação de mineração de ouro no noroeste da província de Calcídica, contra as corporações multinacionais que estão envolvidas neste assunto e contra o terrorismo que sentem os habitantes da província que se opõem de forma combativa à destruição ambiental de suas terras.

    O concerto não foi o único evento antimineração. No mesmo espaço foram realizadas discussões informativas e outras atividades relacionadas. Em algumas das discussões foram intercambiadas ideias e propostas sobre os próximos passos da luta antimineração.

    A massiva participação popular foi mais uma resposta para os meios de desinformação e o seu papel sujo de difamação e repressão da luta contra a destruição ambiental em Calcídica. Os donos da empresa de mineração estão em estado de pânico, e não hesitam em ridicularizar a luta através das baboseiras vomitadas por seus fantoches, os jornalistas dos meios de comunicação que eles possuem ou controlam. Os poucos que mencionaram o concerto fizeram com o objetivo de mentir e estampar falsidades. Falaram descaradamente de um concerto com a participação de cerca de 2.000 pessoas, sendo que qualquer foto ou vídeo os desmentem. Para outros o concerto nunca existiu…

    Estes são os mesmos meios de desinformação que se dedicam a lavagem cerebral sistemática e apoio a projetos desastrosos implementados por seus patrões. São os mesmos que têm a audácia de chamar terroristas as pessoas que resistem à imposição do totalitarismo, à tentativa violenta do Estado e do Capital de destruir a vida humana e os ecossistemas em Calcídica e de toda a Grécia. O concerto de 5 de outubro foi uma resposta a eles também.

    Vídeos:

    agência de notícias anarquistas-ana

  16. revistaalambique diz:

    [Audio] Protestos na Roménía contra mina de ouro

    Em cooperação com xs companheirxs madrilenxs do GLAD (Grupo Libertario Acción Directa), podemos produzir versões em castelhano de dois audios sobre os protestos na Roménia.

    Trata-se de um programa con informações aprodundadas baseado numa entrevista realizada por o grupo de radio esloveno crna luknja (“Hoyo negro”), assim como da entrevista completa.

    Desde julho, em toda a Roménia há protestos em torno do tema da mineria de ouro, já que o Estado pretende abrir a maior mina a céu aberto na Europa em cooperação com uma empresa canadiense.

    Programa de principios de Outubro de 2013: http://archive.org/details/Rumania-ProtestasContraMinaDeOro

    Entrevista completa com o companheiro romeno em inglês dobrado em castelhano de meados de setembro de 2013: http://archive.org/details/Rumania-ProtestasContraMinaDeOro-Entrevista

    http://estudioslibertarios.wordpress.com/
    http://www.portaloaca.com/expresion/audios/8112-audio-protestas-en-rumania-contra-mina-de-oro.html

  17. Então a maldita mina de monfurado na Boa -Fé ja fechou mesmo? e não limparam a porcaria que fizeram? Malditos!!! Estava a ver que eles iam furar tudo até Cabrela mas não sei o que os fez fugir. que fiquem longe para la da eternidade e nunca mais ninguem se lembre de tal terror!!!

    Força a todos os empenhados nesta causa.

  18. acp diz:

    Maria Santos, a “maldita mina” não fechou. A nossa luta é para que nem chegue a abrir! O nosso objectivo, de momento, é divulgar os possíveis impactes do projecto mineiro – que não estão claros para todos, acredite… A empresa continua os trabalhos de prospecção na zona e a desenvolver os estudos mínimos que lhes foram exigidos na sequência da contestação ao Estudo de Impacte Ambiental. Pelo nosso lado, também não temos estado quietos, apesar da disparidade de meios 🙂
    Abraço
    Ana

  19. viva a vossa clarividência e capacidade de organização
    como diz a Ana, a luta servirá para a mina nem abrir
    neste blog começa o importantíssimo trabalho de passar a palavra
    e temos de a passar cada vez mais alto
    quanto se falará em montemor-o-novo disto?
    há que pôr a resistência popular em marcha…
    ficamos em contacto.
    um grande abraço,
    Sandra

  20. acp diz:

    Cara Sandra,
    Só hoje vi o seu comentário: é muito “latino”, este amolecimento nas causas, quando não é evidente a sua evolução… Não é que não estejamos a mexer, a nível institucional, mas tomo a sua mensagem como a aguilhoada que nos faltava para repormos a actividade pública em marcha. Abraço e obrigada.

  21. rita diz:

    Um artigo sobre a crise, o boom extrativista, e a nova corrida ao ouro, caso interesse aqui fica o link: http://inflexaoblog.blogspot.nl/2014/04/crise-boom-extrativista-e-nova-corrida.html#more

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