Nem tudo o que luz é ouro

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Assembleia Municipal de Évora rejeita projeto mineiro da Boa-Fé por unanimidade

A Assembleia Municipal de Évora rejeitou por unanimidade o projeto mineiro previsto para a Boa-fé, decidindo assim não classificá-lo como projeto de interesse municipal. A Assembleia, que não escondeu as suas dúvidas relativamente à declaração de impacte ambiental (DIA),  justificou esta decisão com o facto de os “benefícios decorrentes da exploração mineira serem limitados no tempo, enquanto as perdas para o território serem ilimitadas ou permanentes.”  Em suma, considerou que os benefícios estimados pela empresa promotora não justificavam as incalculáveis perdas ambientais, mas também económicas (com a destruição de forma permanente de postos de trabalho ligados à agricultura, à silvo-pastorícia e a outras actividades ligadas aos recursos naturais).

“Considerando este enquadramento, considerando os riscos e a incerteza conhecida, considerando o previsível desequilíbrio entre os custos globais e benefícios globais da implementação desse projeto, a que acresce a localização em área ambientalmente sensível e com elevados valores a preservar, não estão reunidas as condições para o Município atribuir Declaração de Interesse Municipal, em tempo requerida pela empresa promotora”, considerou a Assembleia que representa democraticamente todos os munícipes do concelho de Évora.

Assim sendo, a promessa várias vezes feita publicamente pelo representante da empresa (eng. Valente) de que a mina jamais avançaria contra a vontade popular deverá ter consequências imediatas: a empresa deverá abandonar a Boa Fé!

P.D.

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1 Comentário

  1. acp diz:

    Bela iniciativa, Pedro, a de retomar o blogue! Mesmo à distância, acompanhei esse sufoco provocado pela indecisão da CDU. Ainda bem que tomaram finalmente a decisão política corajosa! Não seria um disparate que iria corrigir o disparate anterior e o PS já tinha aberto o caminho para o recuo sem perda de face. Agora, talvez o Presidente da Câmara decida finalmente pôr os técnicos a contabilizarem os impactes económicos negativos, de que a Comunicação Social não fala, como foi mandatado há nove meses. Porque vamos ter luta pela frente e é bom ter dados económicos para contrapor ao Eldorado difundido pela DGEG. Não precisam de ser exaustivos – nunca os teremos, porque a autorização governamental não foi feita com base em estudos de viabilidade, mas em critérios políticos, para dar expressão às estatísticas de “investimento estrangeiro”. Só os pouquinhos dados que nós tratámos bastam para mostrar a calamidade do avanço de tal projecto. Mas a Câmara tem meios para ir mais longe e, agora que a vontade política do Executivo mudou, deve pôr-se a trabalhar no assunto. A empresa não vai recuar: já tem dinheiro investido e, para satisfazer os accionistas, precisa de vender o seu pacote aos grandes do sector, o que só acontecerá se obtiver autorização governamental. Não nos fiemos no preço baixo do ouro, que é transitório.

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