Nem tudo o que luz é ouro

A água, o nosso recurso mais precioso

Um passeio pela Serra de Monfurado, por qualquer uma das paisagens que envolvem a aldeia de Nossa Sra. da Boa Fé, revela a presença constante da água. Esta maravilhosa presença, que distingue a Boa Fé de tantas e tantas aldeias alentejanas, é visível através de abundantes manifestações naturais – como ribeiros e nascentes – e culturais – como poços, pontes e aquedutos. Apesar de tão forte presença do bem mais valioso para a vida, a empresa promotora do projecto mineiro não elaborou nenhum estudo minimamente aprofundado sobre o impacto que a exploração teria sobre os lençóis freáticos!

Para esta gente, primeiro, está o seu negócio; e só depois vem a nossa vida. Sabemos que, em capitalismo, essa é a ordem natural das coisas, a única ordem, aliás. Esperemos que para o poder autárquico recém eleito, que se diz contrário aos métodos do capitalismo mais selvagem, a água seja mais valiosa do que o ouro. Não disseram em campanha que “a água tem uma característica única: é um bem natural indispensável à vida humana” e que “Há que continuar o trabalho e a luta pelo reconhecimento e institucionalização da água como bem social, património de todos e direito humano!” (Carlos Pinto de Sá)? Disseram, e disseram muito bem.

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Para ver a reportagem fotográfica completa das mais diversas manifestações da presença da água na Boa Fé, feita este verão pelo morador na mesma aldeia Imme van den Berg, por favor, clique aqui.

Pedro Duarte

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